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Além de criar pinturas, impressora matricial vira instrumento musical

line Além de criar pinturas, impressora matricial vira instrumento musical

Técnico toca famosa melodia com o som da impressora matricial

Quem nunca assoviou o tema de Rocky? Agora, uma impressora matricial é uma novidade. A melodia de “eye of the tiger”, da banda americana Survivor, é uma das mais famosas da história. Lançada em 1982, a música é um dos ícones da década de 1980, alcançando o primeiro lugar do Top 100 da Billboard, revista especializada em música. Ela também ficou na primeira posição no Reino Unido e na Austrália. “É impressionante como uma melodia simples pode conquistar tanta gente. Ela transmite uma emoção genuína”, conta o analista de TI e guitarrista Renê Abrileri. “Ela foi uma das primeiras músicas que aprendi a tocar”, ele confessa. O hit também recebeu um prêmio Grammy, o Oscar da indústria musical, e levou o Survivor à fama no mundo todo.

Já a impressora matricial também é popular pela quantidade de sons que produz enquan

to opera, mas infelizmente, até hoje nunca recebeu um prêmio ou disco de ouro pelas suas atuações. “Quem já trabalhou com uma impressora matricial durante muito tempo, nunca vai esquecer seu som característico, é algo que fica marcado pra vida toda”, brinca o contador Edivaldo Porto. “No meu primeiro emprego, em uma loja de moveis, usávamos a impressora matricial para emitir a nota fiscal dos clientes, muitas empresas ainda usam até hoje, então, convivíamos com uma sinfonia o tempo todo”, completa Ed.

A impressora matricial foi criada durante a década de 1970, nos Estados Unidos, e durante vinte anos foi o modelo mais vendido no mercado. Por ser um produto resistente, de fácil manutenção e baixo custo de suprimentos, ela se manteve no auge até a popularização das versões jato de tinta, já nos anos 1990. A impressora matricial gera tanto ruído por conta de seu mecanismo de impressão, baseado em impacto. A cabeça de impressão é composta por uma sequência de agulhas, de nove a vinte e quatro dependendo da versão, que ao entrar em contato com uma fita de nylon com tinta, produz uma série de micro pontos no papel. São esses pontos, criados na vertical, que formam as letras e palavras.

Os responsáveis por transformar a saudosa impressora matricial em instrumento musical foi o grupo MIDIDesaster, que em seus canais no youtube e no vimeo, costuma utilizar aparelhos inusitados para criar música. “É uma coisa maluca e muito trabalhosa, mas qual aspecto da arte não é?”, brinca o guitarrista Renê. Para conseguir a façanha, o grupo conectou à impressora matricial dois novos componentes, um micro controlador ATmega 8 e um chip FPGA, para que ela pudesse receber, executar a leitura, e reproduzir com o movimento das agulhas a melodia de um arquivo em formato MIDI, que reproduz sons de forma mais simples, similar aos toque polifônicos dos celulares mais antigos.

A impressora matricial não é a primeira a fazer um tributo ao sucesso, diversas versões já foram gravadas, seja por bandas profissionais, ou em musicais e filmes. Até nosso impagável Inri Cristo já criou a sua versão da canção do Survivor.



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